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Filme Albertina, vanguarda artística mundial

Thursday, February 13, 2020 | Boa Nova Films

Não se trata apenas de realizar um filme de longa metragem, trata-se de gerir um movimento de integração e mobilização popular. Desde novembro de 2019 (início do curso de capacitação popular) até fevereiro de 2020 (encerramento das gravações), mais de 3.000 (três mil) pessoas contribuíram direta e indiretamente na construção desta Obra Cinematográfica realizada pela Companhia Boanova Cinema Regional na região do município de Imaruí.

 

 

Esta troca mais localizada inspirada na “Teoria de Aprendizado” de Vygotsky, ergue a bandeira do socioconstrutivismo e tem como característica central os processos pedagógicos entre amadores e profissionais através da metodologia da Estética da Sopa de Pedra, parafraseando Gramsci: para transformar um meio é necessário penetrar neste meio para que a transformação se dê de dentro para fora e seja efetiva.

 

Um filme de longa metragem de época 

Foram caracterizadas cerca de 30 locações de época, cada cenário construído com consultoria de Arte do especialista Avelino Los Reis e Direção de Arte de Sarah Calazans Machado, cenários que representam os anos de 1925 e 1931. Dezenas de voluntários (em sua maioria voluntários) trabalharam arduamente durante todo o mês de janeiro na composição destes sets de gravação, cada cenário superando um ao outro em detalhes e requinte. 

Perceber a alegria nas faces dos proprietários das casas antigas que foram cedidas para a as gravações não tem preço; a maioria dos proprietários se tornou produtor de set, muitos acabaram por atuar em papéis de figuração após breve capacitação de casting. 

A seleção e composição dos figurinos se deu antes do início das gravações, com consultoria de Elisabete Gaspar e produção de Geisane Martins, os cerca de 300 (trezentos figurinos) foram organizados e catalogados na base do filme antes mesmo de se iniciarem as gravações.

Para a  seleção dos objetos de cena o projeto contou com a colaboração de toda comunidade de São Luiz, Vargem do Cedro e região, também organizados na base do filme em São Luiz, os objetos de cena foram direcionados para os cerca de 30 (trinta) cenários  de época, cerca de 20 (vinte) locações (casas antigas) que receberam a caracterização comandada pela artista diretora de Arte Sarah Calazans. 

Eliane Lemos, voluntária de São Luiz trabalhou na produção destes objetos de forma magistral, seu marido Márcio Lemos trabalhou como marceneiro e contra regra, fazendo dezenas de serviços de desenvolvimento de sets, como eles foram mais de 100 (cem) voluntários que possibilitaram este movimento cinematográfico popular de vanguarda no mundo.

 

Elenco Poderoso Boanova Films

A seleção do elenco se deu à partir dos testes realizados no centro de Imaruí e no bairro São Luiz, localidade onde se passa a história original da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, foram mais de 100 (cem) atores amadores locais selecionados para os papéis de coadjuvantes secundários e figurantes, todos receberam preparação de atores através da técnica de Meisner (tradicionalmente conhecida como técnica da repetição, muito utilizada em Hollywood).

As duas atrizes estreantes Suieny Espindola (Albertina 1925) e Jhulieny Espíndola (Albertina 1931) foram capacitadas pela Boanova Films no curso de cinema popular (aplicado de forma gratuita para o município de Imaruí) e já iniciaram suas carreiras como protagonistas de longa metragem superando todas as expectativas, trabalhando com muita dedicação e foco durante as férias escolares do ensino público de Imaruí.

Para os papéis de coadjuvantes principais foram chamados atores profissionais escolhidos a dedo pelo produtor de atores, roteirista e diretor de produção Chico Caprario, todos de forma voluntária em prol de um propósito maior, um longa metragem de época que é a afirmação de um movimento cinematográfico catarinense: A Estética da Sopa de Pedra.

 

Estratégia de financiamento Paralelo, um projeto efetivamente OUTSIDER

A estratégia de comunicação social/propaganda da produtora Boanova Films fundamentada na metodologia da Estética da Sopa de Pedra funcionou de forma a eliminar a maior parte dos custos do projeto, cada detalhe de produção executiva aplicado em seu tempo e na medida certa, com ética e responsabilidade. 

Mais de 20 (vinte) apoiadores ainda terão seus vídeos de contrapartida produzidos, entre postos de gasolina, supermercados, pousadas, restaurantes, lojas de material de construção, etc; outros 20 (vinte) apoiadores já receberam seus vídeos. A Estética da Sopa de Pedra colocou a máquina regional para girar: 

Falando-se de cinema; Uma aula de produção;

Falando-se em Cultura e Identidade: Um movimento social e artístico de vanguarda regional;

Falando-se em Religião: Um milagre de Albertina.

 

As Gravações

Chegava aos primeiros dias do ano de 2020 o momento de iniciar as gravações, os pré-requisitos já estavam providenciados:

Foram 27 (vinte e sete) diárias de gravações, intensos dias em sets com dezenas de atores, crianças e adultos, cidade cenográfica, cenas complexas, cenas simples, atores amadores e profissionais, equipe técnica mesclada entre profissionais e anônimos do meio, tudo feito com muito amor do início ao fim.

A chegada de reforço do diretor de Fotografia Marx Varmelatti foi um impulso na força  da equipe que já contava com excelentes profissionais como o boliviano Gabriel Sanchez que se deslocou em novembro de 2019 excepcionalmente para trabalhar como voluntário no filme.

A cada cena um significado e uma emoção ia formando um escopo maior, narrando uma história de vida maravilhosa que necessita ser contada para todo o mundo. O roteiro de Chico Caprário teve supervisão dos Padres Sérgio Jeremias e Auricélio Costa, a supervisão do texto dos responsáveis pelo processo de canonização da Bem-aventurada Albertina no Vaticano nos proporcionava a segurança de caminharmos de mãos dadas com a Diocese de Tubarão, ou seja, abençoados para o prosseguimento das atividades de gravação.

 

O filme nasce batendo recordes

Recorde de integração popular (foram mais de 3.000 pessoas envolvidas diretamente na produção);

Recorde em democratização da sétima arte (cerca de 700 pessoas participaram dos processos pedagógicos sa “Sopa de Pedra”aplicados pela produtora na preparação e execução;

Recorde de distribuição (tendo em vista que o filme – o produto cultural/encomenda social) possui o nicho de distribuição para o turismo religioso através da Igreja católica. Falamos em turismo, cultura, economia e religião, elementos que estampam a identidade local da comunidade onde se encontra Santuário diocesana do Beata Albertina, afinal o filme trata de ser um efetivo vetor de fortalecimento de identidade regional.

 

Fotos Kelvin Martins

O filme Albertina já é um marco para o cinema mundial e eleva a Estética da Sopa de Pedra ao patamar de Vanguarda artística no mundo.

 

Fonte e link: Divulgação/Boa Nova Films

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