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Palavra do Bispo

Amo, logo existo

 

Criados pelo Amor, por amor, segundo o Amor, para amar. 

A mãe de uma menina de onze anos disse que não havia batizado a filha porque deixara para ela própria escolher, quando fosse maior, entre receber o batismo ou não. Se essa filha, em tempo, pudesse ter feito outras escolhas, será que teria, por exemplo, optado por ter os pais que tem, nascer no Brasil, ser educada segundo os valores da família que a criou? Por que essa mãe decidiu sobre algumas coisas em lugar da filha, e sobre outras não se posicionou? Por que os pais se antecipam aos filhos, sem nenhuma dúvida, a respeito de várias coisas que nunca mais poderão ser revertidas?

Há mais coisas definitivas em nossa vida sobre as quais não fomos consultados anteriormente: vir à existência ou não, sermos criatura humana, racional e livre, ou um outro ser qualquer... Por que o Criador agiu assim, sabendo que fazendo-nos inteligentes, poderíamos maldizer o dia em que fomos concebidos?

O objetivo aqui, na verdade, não é discutir esse assunto. Para nós, à luz da fé e dos valores cristãos, é muito claro que o Amor se antecipa, chega antes. Quem ama age por primeiro, dando o primeiro passo; dá a vida para dar vida. Quem ama deseja e busca o melhor para o outro. Pais dão e passam para os filhos tudo aquilo que mais valorizam e que de mais importante eles conhecem, têm e que esteja ao seu alcance dar. Portanto, também e sobretudo os valores da Fé.

A antropologia cristã mostra que para o ser humano não existe coisa maior do que saber que é amado por Deus, e reconhecer os sinais desse amor sempre presente e atuante. A revelação bíblica deixa claro que fomos criados pelo Amor, por amor, segundo o Amor, para amar: fomos criados por Deus, à sua imagem e semelhança (Cf. Gn 1,26). Não é difícil deduzir que, se somos semelhantes a Deus – que é Amor – no ser, devemos ser semelhantes a ele no agir.

Agosto é o mês das vocações. Podemos afirmar que a vocação fundamental, comum a todos nós humanos, é vivenciar – no ser e no agir! – nossa semelhança com Deus, que é Amor. Não amar põe-nos em contradição conosco mesmos. Por isso sofre quem não ama e quem não é amado. Tornamo-nos enfermos. Nosso remédio, nossa saúde, é amar.

Ajudar crianças e jovens a conhecer as vocações deve proporcionar a eles a oportunidade de descobrirem, discernindo, escolhendo e decidindo, por qual caminho conduzir suas vidas para atuarem ao máximo sua capacidade de AMAR e, assim, darem plenitude ao seu existir. É a única chance de alcançarem a felicidade plena.

Enquanto não se entendem esses “detalhes”, fica-se na superficialidade: não se consegue estabelecer relações autênticas, necessárias para dar consistência à vida em comunidade; criam-se rivalidades, competições e conflitos; resvala-se para extremismos ideológicos de toda ordem, mergulhando num mundo de ilusões e fantasias que não deixam de ser alguma forma de “droga”.

A comunidade dos que optaram por fazer de Jesus o seu Caminho, Verdade e Vida, é um “ecossistema vocacional”. Todos, segundo alguma vocação, amam: dão a vida e a espalham ao seu redor, sem excluir ninguém. Isso encanta, atrai, transforma e dá gosto ao existir de todos: Leigos, Ministros Ordenados e Consagrados. E assim se multiplicam.

Dom João Francisco Salm
Bispo Diocesano

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