Logotipo Diocese de Tubarão

Palavra do Papa

A reflexão que segue, o papa a pronunciou no dia 18 de maio último, na Praça São Pedro, em Roma, por ocasião do ANGELUS.

 

Jesus veio trazer fogo à terra!

Jesus adverte os seus discípulos (Cf. Lc 12, 49-53) de que chegou o momento de tomar uma decisão: a opção pelo Evangelho não pode ser adiada. Jesus serve-se da imagem do fogo que ele mesmo veio trazer à terra. Ele diz: “Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!”. Estas palavras pretendem ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, apatia, indiferença e fechamento para acolher o fogo do amor de Deus, “derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo”, que nos faz amar a Deus e amar o próximo.

 

O amor de Jesus é um verdadeiro fogo que queima!

Jesus revela aos seus amigos, e também a nós, o seu desejo mais ardente: levar à terra o fogo do amor do Pai, pelo qual o homem é salvo e seremos reconhecidos como seus verdadeiros discípulos. Este fogo é sem limites, é um fogo universal. É o que se verifica desde os primeiros tempos do cristianismo: o testemunho do Evangelho difundiu-se como um fogo benéfico, superando todas as divisões entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações. O testemunho do Evangelho queima, queima todas as formas de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com a preferência pelos mais pobres e pelos excluídos.

 

A adesão a este fogo tem duas direções:

A adesão ao fogo do amor que Jesus trouxe à terra envolve toda a nossa existência e requer adoração a Deus e também a disponibilidade para servir o próximo.

a) A primeira, adorar a Deus, significa também aprender a oração de adoração, que normalmente esquecemos. É por isso que convido todos a descobrir a beleza da oração de adoração e a praticá-la com frequência.

b) E, depois, a segunda, a disponibilidade para servir os outros: penso com admiração em muitas comunidades e grupos de jovens que, mesmo durante o verão, se dedicam a este serviço aos doentes, aos pobres, às pessoas com deficiência. Para viver segundo o espírito do Evangelho é necessário que, diante das necessidades sempre novas que surgem no mundo, haja discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade.

 

Jesus desconcerta: vim trazer divisão e não paz à terra!

Nesta perspectiva, compreendemos também a afirmação de Jesus ao dizer: “Pensas que vim trazer paz à terra? Não, eu vos digo, mas divisão” (Lc 12, 51). Ele veio para “separar com o fogo”. Separar o quê? O bem do mal, o justo do injusto. Neste sentido ele veio para “dividir”, para pôr em “crise” - mas de forma saudável - a vida dos seus discípulos, pondo fim às ilusões fáceis daqueles que acreditam que podem combinar vida cristã e mundanidade, vida cristã e compromissos de todos os tipos, práticas religiosas e atitudes contra os outros.

 

O que mais não combina com o Evangelho?

Combinar, pensam alguns, a verdadeira religiosidade com práticas supersticiosas: muitos que se consideram cristãos vão ao adivinho ou à adivinha para que lhes leiam as mãos! E isto é superstição, não é de Deus. Trata-se de não viver de forma hipócrita, mas de estar disposto a pagar o preço de escolhas coerentes - é esta a atitude que cada um de nós deve procurar na vida: a coerência - pagar o preço da coerência com o Evangelho. Porque é bom considerar-nos cristãos, mas sobretudo ser cristãos em situações concretas, testemunhando o Evangelho que é essencialmente amor a Deus e aos irmãos.

Edição: Pe. Nilo Buss

Logotipo

- Cúria Diocesana -
Rua Senador Richard 90 | Cx. Postal 341
88701-220 | Tubarão - SC
pastoral@diocesetb.org.br
(48) 3622-1504

- Expediente -
08h às 12h | 13h30 às 18h
(Segunda às sexta-feira)
08h às 11h
(Sábado)

© 2019 Copyright Diocese Tubarão - Todos os direitos reservados

Desenvolvimento KleinCode | paxweb.com.br

© 2019 Copyright Diocese Tubarão
Todos os direitos reservados
KleinCode | paxweb.com.br