Formação Catequética na Forania de Braço do Norte fortalece Itinerários da Iniciação à Vida Cristã
Monday, July 13, 2026 | ASCOM - Diocese de Tubarão
No último dia 4 de julho, o salão paroquial de Braço do Norte sediou o encontro de Formação Diocesana de Catequese. O evento reuniu catequistas de todas as paróquias que integram a Forania de Braço do Norte, compreendendo a Paróquia de São João Batista (Grão Pará), Paróquia Nosso Senhor do Fim (Braço do Norte), Santa Rosa de Lima (Rio Bonito), São Marcos (Rio Fortuna), Paróquia de São Ludgero (São Ludgero) e a Paróquia de Santa Otília (Orleans).
O encontro foi marcado por um profundo espírito de comunhão, acolhimento e partilha de experiências para o revigoramento da vocação catequética.
Encontro com o Cristo Vivo
A formação teve início com um momento de oração conduzido por Sinara Aparecida da Silva, integrante da equipe Bíblico-Catequética, que refletiu sobre o Evangelho da Mulher Samaritana e seus sete passos. Na oportunidade, estabeleceu-se uma relação entre a experiência da samaritana e o caminho da Iniciação à Vida Cristã (IVC), mostrando que, no encontro com Jesus junto ao poço, ela passa da sede material para a espiritual, do desconhecimento para a fé e do isolamento para a missão.
Da mesma forma, na IVC, a pessoa é acolhida em sua própria realidade, encontra-se com o Cristo vivo, tem sua vida iluminada pela Palavra e é enviada a testemunhar a água viva que transforma histórias.
O Vigário de São Ludgero, Padre Rafael Uliano, acolheu os presentes, concedeu uma bênção e agradeceu pelo trabalho desempenhado nas comunidades, sublinhando que os catequistas são os pés e braços do padre. Ele destacou que o semear e o testemunho de cada um fazem toda a diferença, relembrando com carinho o seu tempo de infância imerso nas atividades paroquiais como coroinha e catequista.
Em seguida, o Pároco, Padre Pedro Paulo das Neves, deu as boas-vindas ao público e reforçou a importância do trabalho pastoral da catequese em fazer ecoar a Palavra de Deus e ser um sinal visível do Evangelho, salientando a necessidade de os catequistas participarem das formações oferecidas como uma oportunidade indispensável de crescimento.
Catequista como influenciador da fé
A formação foi conduzida pela Coordenadora Diocesana de Catequese, Maristela Querino, que destrinchou como eixo central os Roteiros da Iniciação à Vida Cristã (IVC) adotados na Diocese. Estes documentos são fundamentais para nortear a caminhada, propondo um itinerário que ultrapassa o ensino puramente doutrinal para buscar o encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, vivenciando a comunhão e a missão.
Maristela salientou que o catequista precisa de formação, estudo permanente e dedicação aos livros para levar a Palavra com eficácia e propósito, questionando-se constantemente se está realmente conduzindo o catequizando à fonte da Palavra para saciar sua sede e fazê-lo conhecer a Jesus.
Além disso, apontou-se que o catequista deve ser um sinal de graça por onde passa, dando testemunho por meio de gestos e atitudes, pois atua como um verdadeiro porta-voz de Deus. Diante do cenário atual repleto de influenciadores digitais nas mídias, o catequista acaba sendo um referencial e um influenciador real no qual a criança se espelha e segue os passos, necessitando levá-la a ter intimidade com a Palavra.
Fundamentando-se no Diretório para a Catequese e no Documento de Aparecida, foi reafirmado que a Igreja chama o catequista a ser um discípulo missionário, e não apenas um transmissor de conteúdos, exigindo uma preparação integral que una o conhecimento da fé, a experiência espiritual, a vivência comunitária e o compromisso com a missão.
Catequese permanente
Dando sequência às exposições, Maria de Lourdes Sttilp apresentou a introdução da caminhada catequética, ressaltando o papel histórico do Concílio Vaticano II e a abertura que se deu a uma catequese de inspiração catecúmena, estabelecendo o processo catequético como algo permanente. Durante a sua abordagem, foram apresentadas as cartas de estudo catequético e o Documento de Aparecida, que norteia a Igreja na América Latina ao colocar a centralidade do catequista como um missionário de Jesus, além de outros documentos conciliares voltados para uma nova abordagem pastoral.
Maria de Lourdes também salientou que a catequese necessita estar em perfeita sintonia com a proposta de uma "Igreja em saída". Para isso, tornou-se evidente a importância de que toda a Diocese caminhe unida e em sintonia quanto aos tempos e às celebrações contidas nos itinerários de crianças e jovens - realizadas de modo especial no tempo pascal -, assim como no estudo minucioso do material sugerido pela Diocese no itinerário do próprio catequista.
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