Mais de 40 representantes de Santa Catarina participam do 5º Congresso Vocacional do Brasil
Thursday, September 10, 2026 | ASCOM - Diocese de Tubarão
Realizado de 4 a 7 de setembro, em Aparecida (SP), o encontro abordou a caminhada da animação vocacional, a vivência comunitária da fé e a contribuição da comunicação e das juventudes para a cultura vocacional.
O 5º Congresso Vocacional do Brasil reuniu, de 4 a 7 de setembro, em Aparecida (SP), bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, agentes de animação vocacional, leigos e leigas. Com o tema “Comunidades vocacionais: encontro, testemunho e missão”, o evento promoveu a reflexão sobre a responsabilidade das comunidades eclesiais no despertar, no discernimento e no acompanhamento das diferentes vocações.
O Regional Sul 4 da CNBB participou do Congresso com uma delegação de mais de 40 pessoas, representando as Igrejas Particulares de Santa Catarina. Entre os participantes esteve o bispo da Diocese de Caçador e vice-presidente da CNBB Sul 4, dom Cleocir Bonetti, que acompanhou as atividades do encontro junto aos representantes do Regional. A participação integrou a caminhada de animação vocacional desenvolvida pela Igreja em Santa Catarina.
A programação favoreceu a partilha de experiências e o aprofundamento de caminhos para fortalecer uma cultura vocacional na Igreja no Brasil. As reflexões destacaram que o chamado de Deus encontra, na vida comunitária, um espaço privilegiado de acolhida e amadurecimento, por meio da escuta, da celebração da fé, do testemunho e do serviço.
Três painéis articularam essa proposta: a memória da caminhada vocacional, a fé que anima as comunidades e a relação entre comunicação e juventude.
Caminho: memória e compromisso com a animação vocacional
O primeiro painel, “Caminho: nossa história vocacional na vida da comunidade eclesial”, revisitou a trajetória dos Congressos Vocacionais e as iniciativas que contribuíram para fortalecer a animação vocacional no país.
Com a participação de dom Ângelo Ademir Mezzari, irmã Clotilde Azevedo e dom José Albuquerque, a reflexão propôs uma memória agradecida do percurso realizado pela Igreja no Brasil. As experiências foram apresentadas como sementes que continuam produzindo frutos e inspirando novas respostas ao chamado de Deus.
O painel destacou que recordar essa caminhada significa também reconhecer o papel das comunidades na promoção e no acompanhamento das diferentes vocações. É no convívio comunitário, na escuta e no testemunho cotidiano que muitas pessoas encontram apoio para discernir sua missão.
Mais do que retomar acontecimentos, o momento associou memória e compromisso: valorizar o caminho percorrido e, a partir dele, responder aos desafios atuais da animação vocacional.
Fé: a graça que sustenta a vida comunitária
O segundo painel, “Fé: a graça que anima a vida da comunidade”, contou com a participação de padre Thiago Faccini Paro, padre Marcelo Ribeiro e frei Luís Felipe Carneiro Marques.
A reflexão abordou a fé como experiência que, sem deixar de ser pessoal, amadurece na comunidade e se expressa na celebração, no testemunho e no serviço. Nesse contexto, a catequese, a liturgia e as equipes vocacionais foram apresentadas como dimensões fundamentais para a construção de comunidades vocacionais.
A catequese foi destacada como espaço de iniciação e amadurecimento da fé; a liturgia, como lugar de encontro com Deus e celebração da vida; e as equipes vocacionais, como presença de acolhida, orientação e acompanhamento.
O painel convidou os participantes a refletir sobre a criação de ambientes nos quais crianças, jovens e adultos possam reconhecer o chamado de Deus e responder a ele com liberdade e generosidade.
A reflexão reforçou que cultivar vocações é responsabilidade de toda a comunidade eclesial. Uma cultura vocacional se fortalece onde a fé é vivida e compartilhada, e onde cada pessoa encontra espaço para colocar seus dons a serviço do Reino de Deus.
Partilha: comunicação e juventude a serviço da cultura vocacional
O terceiro painel, “Partilha: comunicação e juventude a serviço da cultura vocacional”, reuniu Osnilda Lima, dom Maurício da Silva Jardim e a professora Patrícia Teixeira.
O momento foi dedicado à troca de experiências, à escuta dos desafios e à reflexão sobre novos caminhos para anunciar o chamado de Deus no mundo digital e nas diversas realidades juvenis.
A proposta aproximou a animação vocacional das linguagens, dos espaços de convivência e das questões presentes na vida dos jovens. O diálogo entre comunicação e juventude ofereceu elementos para pensar uma ação evangelizadora atenta aos diferentes contextos e aberta à escuta.
Nesse horizonte, comunicar a vocação implica favorecer encontros e oferecer possibilidades de acompanhamento. O ambiente digital e as realidades juvenis constituíram, assim, o campo de reflexão do painel sobre a presença e a missão da Igreja na promoção de uma cultura vocacional.
Uma missão compartilhada
Ao integrar memória, fé e partilha, o 5º Congresso Vocacional do Brasil reafirmou que a animação vocacional faz parte da vida e da missão de toda a Igreja.
As reflexões apontaram para a importância de comunidades que acolham, acompanhem e ajudem cada pessoa a discernir o chamado recebido. Mais do que falar sobre vocação, o compromisso é torná-la presente nas relações, nas práticas pastorais e no testemunho cotidiano.
O encontro reforçou, desse modo, o convite a formar comunidades nas quais o encontro com Cristo e com os irmãos se traduza em disponibilidade para o serviço e em resposta generosa à missão.

